Um homem de 54 anos foi preso em flagrante e já responde como réu na Justiça após submeter sua esposa a uma brutal sessão de espancamento em Jaguariaíva, na região dos Campos Gerais do Paraná.
O desespero da vítima registrado em vídeo A violência extrema veio a público de forma dramática quando a mulher, de 39 anos, implorou para que seu filho mais velho gravasse as agressões com um telefone celular, transformando a criança em testemunha ocular para garantir que o crime não ficasse impune.
Nas imagens fortes capturadas pelo menino, a vítima profere uma frase comovente que evidencia o medo mortal que sentia: “Se eu morrer, pelo menos ele vai preso”. O episódio de terror doméstico também foi presenciado pelo filho mais novo do casal.
Violência física e ameaças de morte De acordo com o Ministério Público, o agressor utilizou socos, puxões de cabelo, empurrões e até um pedaço de madeira para ferir a companheira gravemente, além de tentar asfixiá-la com um travesseiro.
O órgão ministerial destacou ainda que o suspeito ameaçou matar a mulher e as crianças caso o caso fosse denunciado às autoridades, e chegou a desferir um golpe contra as costas do enteado durante a confusão.
Prisão após pedido de socorro na internet O crime aconteceu em um domingo e, após as primeiras agressões, o homem confinou a vítima na residência, confiscou seu aparelho celular e voltou a violentá-la horas depois.
A reviravolta ocorreu de madrugada, quando o agressor adormeceu. A mulher conseguiu recuperar o telefone e criou um perfil falso em uma rede social — já que era proibida de ter contas próprias pelo marido — para publicar o vídeo e pedir ajuda urgente.
Desfecho policial e andamento do processo Uma irmã da vítima visualizou a postagem na internet e acionou imediatamente a Guarda Municipal, resultando na prisão em flagrante do suspeito.
A detenção foi convertida em preventiva pela Justiça. O Ministério Público formalizou a denúncia contra o homem por lesão corporal qualificada, vias de fato e ameaça no âmbito da violência doméstica, acusações que já foram aceitas pelo Poder Judiciário.
Por Redação Acontece
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