Dados da Saúde de Foz apontam perfil dos partos e principais causas de óbitos na cidade
por Redação/CMFI — última modificação 06/08/2026 11h38
Foto: Bruno Curly – Banco de Imagens Pexels
O município de Foz do Iguaçu registra uma série histórica de nascidos vivos relativamente estável, redução nos índices de mortalidade infantil e fetal nos últimos anos e oscilação nos casos de morte materna. No primeiro quadrimestre de 2026, foram registrados 1.448 nascidos vivos, 23 óbitos infantis e um óbito materno.
Os dados foram encaminhados pela Prefeitura em resposta ao Requerimento nº 377/2026, apresentado na Câmara Municipal. O documento mostra que, entre 2021 e 2025, o número de nascidos vivos variou entre 3.810 e 4.075 por ano. Segundo a Secretaria de Saúde, historicamente o primeiro quadrimestre concentra entre 33% e 35% dos nascimentos registrados ao longo do ano.
O relatório aponta que houve redução dos óbitos infantis entre 2022 e 2025, passando de 57 para 38 casos. Entretanto, no primeiro quadrimestre de 2026 já foram registrados 23 óbitos infantis. A taxa de mortalidade infantil passou de 8,75 para 11,2 óbitos por mil nascidos vivos em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando aumento no indicador e acendendo um alerta para a Secretaria de Saúde.
Em relação aos óbitos fetais, o relatório aponta redução gradual entre 2022 e 2024. No entanto, no primeiro quadrimestre de 2026 houve aumento de 11,11% em comparação com o mesmo período de 2025.
Principais causas dos óbitos
O relatório aponta que as principais causas dos óbitos infantis são as afecções originadas no período perinatal e as malformações congênitas. Nos óbitos fetais predominam as afecções do período perinatal. Já entre as mortes maternas, destacam-se as complicações hipertensivas e infecções, embora o número de casos permaneça baixo.
Hospitais onde ocorreram os partos
Os dados mostram que o Hospital Itamed concentra a maior parte dos partos realizados no município. Também houve registros no Hospital Unimed e no Hospital e Maternidade Cataratas. A Secretaria destaca que não dispõe de informações que especifiquem os partos realizados pelo SUS e pela rede privada.

