TSE suspende campanha e fundos de Deltan Dallagnol Tribunal Superior Eleitoral bloqueia repasses financeiros e atos de campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. Entenda o caso. A campanha eleitoral de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná sofreu um revés significativo após uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A corte ordenou a interrupção imediata dos atos de propaganda e o congelamento dos repasses provenientes dos fundos Partidário e Eleitoral. Decisão liminar e próximos passos A medida cautelar foi assinada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques. O magistrado também solicitou à presidência do tribunal a inclusão prioritária do processo na pauta de julgamentos, seja no formato presencial ou no plenário virtual, nos próximos dias. Origem do processo no TSE A ofensiva jurídica que resultou na suspensão partiu da coligação Paraná Para Todos, encabeçada pelo PDT, juntamente com a Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, PCdoB e PSOL. Os partidos questionaram a autorização concedida anteriormente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia garantido a participação do político no pleito. Fraude à lei e histórico no Ministério Público Em sua fundamentação, o ministro destacou que o próprio TSE já havia firmado entendimento unânime, em 2022, de que a saída voluntária de Dallagnol do cargo de procurador da República configurou fraude à legislação. O objetivo da manobra teria sido escapar de 15 procedimentos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), evitando que se transformassem em Processos Administrativos Disciplinares (PADs). Defesa alega cerceamento e motivação política Em comunicado oficial, a assessoria jurídica do candidato informou que vai interpor recursos contra a decisão. A defesa pontuou que o processo tramitava sob sigilo e que o político não foi intimado para apresentar esclarecimentos prévios. Além disso, os advogados levantaram questionamentos sobre a relação entre o relator e o Supremo Tribunal Federal, sugerindo motivação política na semana em que o candidato intensificou críticas ao Judiciário. Julgamento definitivo pelo plenário Cabe agora ao colegiado completo de sete ministros do TSE analisar o caso em definitivo para definir o futuro da candidatura paranaense nas eleições. Por Redação Acontece Foto: Vitória Smarci/RPC
