Paraná elege Filipe Barros e Deltan Dallagnol para o Senado
Logo após a confirmação do resultado nas urnas neste domingo (4), em Curitiba, os recém-eleitos senadores pelo estado do Paraná, Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo), concederam entrevistas coletivas à imprensa para comentar a vitória.
Discursos dos novos representantes
Filipe Barros, aos 35 anos, ressaltou a marca de ser o parlamentar mais jovem a ocupar uma vaga no Senado pelo estado e prometeu atuar em prol de todas as regiões paranaenses.
O parlamentar declarou que assume a responsabilidade de representar os 399 municípios paranaenses, incluindo prefeitos, vereadores e toda a população, garantindo dedicação total ao mandato no Congresso Nacional.
Por sua vez, Deltan Dallagnol celebrou o resultado positivo nas urnas mesmo após enfrentar obstáculos jurídicos que suspenderam sua campanha por quase duas semanas perto do pleito.
O candidato do Partido Novo afirmou que o eleitorado paranaense demonstrou resiliência e ressaltou o compromisso de combater esquemas de corrupção e buscar transformações profundas na política nacional.
Trajetória de Filipe Barros
Natural de Londrina, no norte paranaense, Filipe Barros é formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), onde presidiu o Diretório Central dos Estudantes em 2012.
Sua carreira pública começou como assessor legislativo na Câmara Municipal de Londrina entre 2013 e 2015, sendo eleito vereador em 2016 pelo PRB. Posteriormente, integrou o PSL, legenda pela qual conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018.
Após passagens pelo União Brasil e pelo PL, sigla pela qual se reelegeu deputado federal em 2022, Barros atualmente comanda o diretório estadual liberal no Paraná.
Histórico de Deltan Dallagnol
Nascido em Pato Branco, no sudoeste do estado, Deltan Dallagnol é mestre em Direito pela Harvard Law School e atuou como procurador da República de 2003 até novembro de 2021, quando pediu exoneração.
Durante sua trajetória no Ministério Público Federal, integrou investigações como o caso Banestado e coordenou a força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba a partir de 2014, período em que o grupo apresentou centenas de denúncias criminais.
Em 2022, migrou para a política partidária e foi o deputado federal mais votado do Paraná, com mais de 340 mil votos, embora tenha tido o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral no ano seguinte.
Imbróglio jurídico e antecedentes
A controvérsia em torno da elegibilidade de Dallagnol teve início com a decisão do TSE em 2023, que entendeu que ele renunciou ao cargo no MPF para escapar de punições administrativas que poderiam gerar inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa.
Para o pleito atual, o registro de candidatura foi inicialmente autorizado pelo TRE-PR, mas sofreu reviravoltas judiciais até que uma decisão do presidente do TSE, Nunes Marques, suspendeu o indeferimento e permitiu o processamento dos votos sob recurso.
Caso a Justiça Eleitoral determine definitivamente a inelegibilidade de Dallagnol em julgamentos futuros, a chapa inteira será invalidada, impedindo a posse de suplentes e podendo exigir a convocação de novas eleições para o Senado no estado.
Por Redação Acontece
Créditos das imagens: RPC, Giuliano Gomes/PR Press, Vitória Smarci/RPC

