Acidente na BR-373: polícia aponta culpa de motoristas em tragédia
A Polícia Civil do Paraná concluiu as investigações sobre a grave colisão que resultou em 23 mortes na BR-373, nos Campos Gerais, apontando a responsabilidade de ambos os condutores envolvidos no acidente ocorrido na madrugada do dia 19 de agosto.
Detalhes da investigação policial
De acordo com o inquérito conduzido pela delegada Ingrid Priotto, a batida frontal entre a carreta e o micro-ônibus da Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva foi provocada por uma série de fatores humanos e mecânicos. Como os dois motoristas faleceram na tragédia, a punição na esfera criminal foi extinta, mas o relatório técnico poderá ser utilizado por familiares em ações civis de indenização.
Condições do caminhão e condutora
O laudo pericial apontou que o caminhão trafegava a 80 km/h em um trecho onde o limite era de 60 km/h, além de apresentar sérios desgastes no sistema de freios. Análises no celular do motorista indicam que ele utilizou o aplicativo WhatsApp minutos antes de invadir a contramão, sugerindo uma possível distração ao volante.
Excesso de velocidade do micro-ônibus
O veículo de transporte de pacientes, que levava moradores de Imbituva para atendimento médico na região de Curitiba, também estava acima da velocidade permitida. O cronotacógrafo registrou que o coletivo atingiu 101 km/h no momento do impacto, superando em 41 km/h o limite da via, impulsionado por um atraso de 20 minutos na saída.
Impacto e vítimas da tragédia
O acidente no km 209 da rodovia deixou 23 mortos e 5 feridos, sendo considerado o mais grave registrado no estado desde 2021. Apenas cinco dos 27 ocupantes do micro-ônibus sobreviveram, enquanto o restante das vítimas fatais incluiu passageiros e os motoristas de ambos os veículos.
Por Redação Acontece
Imagens: Valdecir Galvan/RPC e PRF

