Segurança em presídios recebe drones e radares de R$ 53 milhões
O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais, distribuiu nesta quinta-feira (22/10) equipamentos tecnológicos avançados para os 26 estados e o Distrito Federal. O aporte financeiro totaliza cerca de R$ 53 milhões com o objetivo de modernizar a vigilância nas prisões brasileiras.
Tecnologia de ponta no sistema prisional A nova estrutura entregue às secretarias estaduais engloba drones equipados para monitoramento diurno e noturno, georradares e kits de varredura tecnológica. Essa distribuição atende 138 unidades prisionais escolhidas criteriosamente com base em análises de inteligência penal e parâmetros técnicos.
Como funcionam os novos equipamentos Os kits de varredura conseguem achar aparelhos eletrônicos escondidos — mesmo desligados — e detectam sinais de radiofrequência. O uso dessa tecnologia agiliza as vistorias, evitando a destruição de pisos, paredes e objetos na busca por itens proibidos.
Os georradares auxiliam na inspeção do solo e das estruturas físicas para detectar a escavação de túneis e outras cavidades. Por sua vez, os drones dispõem de sensores térmicos, recursos de infravermelho e câmeras de aproximação.
Próximos investimentos em inteligência A Senappen planeja novas compras para incrementar as vistorias internas. Um pregão estimado em R$ 700 mil viabilizará a aquisição de boroscópios, que são câmeras compactas voltadas para a inspeção de frestas e espaços restritos.
O planejamento também contempla a compra de aparelhos portáteis de raio-X, com custo estimado de R$ 58 milhões, para detectar materiais ilícitos em objetos e áreas suspeitas. Adicionalmente, um acordo de R$ 10 milhões na fase inicial com a Universidade de Brasília servirá para criar ferramentas de parlatórios físicos e virtuais para o atendimento de detentos.
O diretor de Inteligência Penal da Senappen, Glautter Morais, destacou a relevância da expertise desenvolvida pelo Brasil no setor.
“Já realizamos uma operação no Equador e recebemos solicitações de outros países. Neste mês, um policial argentino participou de uma capacitação conosco. É um conhecimento construído no trabalho dos policiais penais federais e estaduais que também pode contribuir com outros países”, disse.
Essas inovações marcam uma mudança significativa na rotina operacional dos estabelecimentos penais, substituindo métodos tradicionais por ferramentas de alta precisão e monitoramento estratégico contínuo.
Por Redação Max Notiia Imagem: Divulgação/MJ
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