Secretaria pede afastamento de direção após câmera em banheiro

Secretaria pede afastamento de direção após câmera em banheiro

Secretaria pede afastamento de direção após câmera em banheiro Governo do Paraná pede afastamento de direção de colégio em Cambé após aluna encontrar câmera em banheiro feminino. Polícia investiga o caso. A Secretaria de Educação do Paraná (SEED-PR) solicitou nesta quarta-feira o afastamento da gestão do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, localizado em Cambé, na região norte do estado. A decisão ocorre logo após a descoberta de um dispositivo de gravação instalado no banheiro feminino da unidade de ensino. Resolução oficial contra equipamentos em sanitários O secretário estadual da Educação, Roni Miranda, assinou uma resolução que veda de forma definitiva a utilização de câmeras em banheiros e vestiários de toda a rede pública de ensino. O gestor destacou que a medida reforça o que já determinam as leis federais sobre a preservação da intimidade dos estudantes nos recintos escolares. Descoberta do equipamento e investigações policiais O caso veio à tona na última segunda-feira, quando uma aluna encontrou o aparelho no sanitário. Estudantes relataram em boletim de ocorrência que o equipamento estaria no local há cerca de três anos, enquanto a direção alegava anteriormente se tratar de um sensor de fumaça. A Polícia Civil e a SEED-PR realizaram uma vistoria no local e apreenderam o objeto que havia sido guardado por uma das jovens. Repercussão e depoimentos dos estudantes Alunos afirmaram que desconheciam a presença das lentes e relataram sensação de invasão de privacidade. Em contrapartida, a direção da escola defendeu que os aparelhos voltavam-se apenas para as portas de acesso, com o intuito de reforçar a segurança e coibir infrações, negando captação dentro das cabines. Posicionamento oficial das autoridades A pasta da Educação instaurou uma comissão interna para investigar o ocorrido e enviou uma equipe multiprofissional para prestar apoio psicológico aos alunos. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar as responsabilidades civis e criminais sobre a instalação e a operação do sistema de monitoramento na instituição. Por Redação Max Notiia Créditos das imagens: Reprodução / Artes g1

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