Prédio que desabou no Brás operava sem alvará da prefeitura

Prédio que desabou no Brás operava sem alvará da prefeitura

O edifício de quatro andares que veio abaixo na noite desta sexta-feira (6/11), no bairro do Brás, em São Paulo, operava de forma irregular. De acordo com informações confirmadas pela Prefeitura de São Paulo, o imóvel não possuía alvará de funcionamento vigente. O incidente resultou em 27 pessoas feridas e mobilizou um intenso trabalho de resgate que se estendeu até a manhã deste sábado (7/11).

Irregularidades e fiscalização

Além da falta de alvará, a Secretaria Municipal das Subprefeituras revelou que o local não dispunha do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O órgão informou ainda que, até o momento do colapso, não haviam sido registradas denúncias nos canais oficiais da administração municipal sobre as condições de segurança da estrutura ou eventuais irregularidades no comércio de tecidos que funcionava no prédio.

Dinâmica do acidente e resgate

O desabamento ocorreu por volta das 18h30, momento em que funcionários realizavam o abastecimento de mercadorias no estabelecimento. No total, 35 pessoas estavam no local durante o ocorrido. Enquanto oito indivíduos conseguiram deixar o prédio por meios próprios, os demais precisaram ser socorridos pelas equipes de emergência. Quatro das vítimas foram encaminhadas para uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) na Mooca, na zona leste da capital.

A operação de resgate contou com a participação de mais de 50 equipes do Corpo de Bombeiros. Durante a madrugada, os trabalhos precisaram ser suspensos temporariamente devido ao elevado risco de novos colapsos estruturais, sendo retomados apenas com o amanhecer deste sábado. Paralelamente, agentes da Defesa Civil Municipal foram mobilizados para realizar vistorias técnicas e estabelecer medidas preventivas na área.

Investigações sobre as causas

Embora as autoridades ainda não tenham apontado uma causa definitiva para o acidente, a possibilidade de uma sobrecarga de materiais ter comprometido a estrutura foi mencionada pelo prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB), e por alguns funcionários. O Corpo de Bombeiros, contudo, mantém cautela e evita especular sobre os motivos do desmoronamento antes da conclusão das perícias.

Para viabilizar as operações de socorro e garantir a segurança na região, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) realizou o bloqueio de vias estratégicas, incluindo o trecho entre as ruas Joli e Mendes Júnior, além de cruzamentos importantes como os das ruas Xavantes com Mendes Júnior e Oriente com Xavantes.

“Por Redação Max Notiia”

Créditos das imagens: Reprodução/TV Globo, Divulgação/Polícia Militar e Reprodução/TV Band.

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