Um advogado de 22 anos, residente em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, tornou-se oficialmente réu na Justiça acusado de cometer estupro contra uma adolescente de 17 anos e de praticar importunação sexual contra a amiga dela, de 18 anos.
Detalhes da investigação e da denúncia Conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR), os crimes ocorreram na madrugada entre os dias 27 e 28 de junho de 2025. O órgão ministerial formalizou a acusação em 6 de junho de 2026, e a aceitação pelo Poder Judiciário ocorreu em 1º de setembro do mesmo ano, dando início ao processo penal.
Contexto da saída e fornecimento de álcool De acordo com os registros da denúncia, o investigado possuía amizades em comum com a adolescente e organizou uma saída para um bar da região, convidando-a para acompanhá-lo. A jovem de 18 anos, amiga da vítima, também integrou o programa. Durante o encontro no estabelecimento comercial, o profissional do direito serviu bebidas alcoólicas para as duas jovens.
Agressões e atos libidinosos no veículo Posteriormente, o grupo se deslocou para o interior do automóvel do suspeito. Foi nesse momento que, segundo as investigações, ele iniciou investidas de cunho sexual contrárias à vontade expressa da menor de idade, agarrando-a à força, desferindo beijos indesejados e tocando suas partes íntimas.
Perseguição na rua e tentativa de violência extrema A acusação aponta que, após conseguir abrir a porta e escapar do carro, a adolescente foi perseguida pelo réu. Ele utilizou força física para imobilizá-la contra a lataria do veículo e tentou forçá-la a praticar atos sexuais. Mesmo conseguindo se desvencilhar novamente, a jovem foi abordada mais uma vez na via pública. Devido às tentativas de fuga e à resistência imposta, a vítima sofreu diversas lesões corporais.
Envolvimento da amiga e acusações acumuladas O documento do Ministério Público também relata que a amiga da adolescente presenciou as agressões e sofreu assédio no interior do carro, sendo alvo de toques inadequados e tentativas de beijo forçado por parte do advogado.
Posição da defesa das vítimas e medidas judiciais Atualmente, o réu responde ao processo em liberdade, mas cumpre medidas cautelares impostas pela Justiça, que incluem a proibição de manter contato com as vítimas por qualquer canal e a obrigação de manter uma distância mínima de 200 metros de ambas.
O advogado constituído para representar as jovens declarou expectativa por uma punição severa, pleiteando uma pena superior a 12 anos de reclusão em regime fechado. A defesa técnica também anunciou que ingressará com uma representação formal junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para solicitar apuração ética e disciplinar contra o profissional.
Por fim, além das sanções penais e administrativas, o Ministério Público exige na denúncia que o réu seja condenado ao pagamento de uma indenização por danos morais fixada em, no mínimo, R$ 500 mil para cada uma das duas vítimas.
Por Redação Acontece
Imagens: Reprodução / Tribunal de Justiça do Paraná
