O cultivo de arroz no Brasil exige planejamento rigoroso, desde a escolha das sementes até o momento certo da colheita, movimentando toda a cadeia produtiva nacional.
Projeções da safra de arroz no Sul do Brasil
Para a safra 2025/2026, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita nacional de 11 milhões de toneladas. Desse volume expressivo, o Rio Grande do Sul deve responder por 7,82 milhões de toneladas, enquanto Santa Catarina projeta 1,23 milhão. Juntos, os dois estados concentram impressionantes 81,7% de todo o arroz produzido no país, consolidando a região como o coração dessa cultura agrícola.
Tecnologia e eficiência com o apoio do Pronaf
Por trás desses indicadores estão pequenos produtores que encontram no campo sua principal fonte de sustento. É o caso de Jair Bergmann Pereira, produtor em Urussanga (SC), que expandiu sua lavoura de apenas um hectare para 12 hectares ao longo de duas décadas. Utilizando as linhas de custeio do Pronaf, parte essencial do Plano Safra, ele consegue adquirir insumos à vista e baratear os custos de produção.
Investimentos em maquinário moderno, como a troca de um trator antigo por um modelo de 115 cavalos, reduziram drasticamente o tempo de preparo da terra. Além disso, a propriedade se beneficia de um sistema natural de irrigação por gravidade, unindo eficiência operacional e sustentabilidade ambiental.
Gestão de riscos e redução de custos operacionais
No Rio Grande do Sul, o agricultor Marlon Padilha Descovi também transformou sua realidade produtiva com o auxílio do crédito rural. Com foco na estabilidade que o arroz proporciona, ele investiu em armazenagem, sementes de alta qualidade e preparo de solo. Quando enchentes atingiram suas terras, o suporte financeiro viabilizou a compra de uma escavadeira hidráulica para a recuperação imediata das áreas danificadas.
Segundo especialistas do setor, o acesso facilitado aos recursos permite que produtores alcancem marcas superiores a 200 sacas por hectare. A modernização do campo otimiza o tempo de trabalho e blinda os agricultores contra imprevistos climáticos.
O impacto econômico do cooperativismo agrícola
O reflexo dessa evolução tecnológica vai muito além das cercas das fazendas. A força da rizicultura movimenta o comércio local, indústrias de beneficiamento e redes de fornecedores, impulsionando a economia dos municípios produtores.
Criado em 2003, o Plano Safra segue como o principal instrumento de incentivo à modernização da agropecuária. Através do cooperativismo e de um atendimento financeiro personalizado, agricultores familiares continuam escrevendo histórias de sucesso, garantindo a sucessão familiar e o abastecimento de um dos alimentos mais importantes da mesa brasileira.

