Paraná une Outubro Rosa e Novembro Azul na prevenção à saúde

Paraná une Outubro Rosa e Novembro Azul na prevenção à saúde

A união estratégica entre o Outubro Rosa e o Novembro Azul foi aprovada pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e já está em vigor em todo o estado do Paraná, integrando a prevenção a doenças do público feminino e masculino.

Atenção redobrada à saúde do homem O foco no público masculino busca combater a resistência cultural em buscar atendimento médico preventivo, cenário que resulta em estatísticas de mortalidade mais elevadas entre os homens em comparação às mulheres. De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema de Informação da Mortalidade (SIM) contabilizou 48.322 óbitos masculinos e 39.632 femininos em 2025.

“Ainda há uma cultura forte e totalmente errada do homem de não se cuidar, ou de ir ao médico apenas quando está doente. A prevenção, a mudança de hábitos e os cuidados regulares podem reduzir o número de óbitos ou ainda evitar que uma doença se torne fatal. Os homens devem ir de forma regular a uma unidade de saúde para fazer seus exames preventivos”, disse a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

Principais causas de óbito e prevenção Doenças respiratórias, infarto, pressão alta e insuficiência cardíaca responderam por 24,6% das mortes de homens no último ano. O infarto agudo do miocárdio liderou as estatísticas com 2.410 óbitos em 2025 e mantém a liderança parcial em 2026, somando 1.310 registros preliminares. Já as neoplasias, como câncer de pulmão, próstata, cólon e estômago, representam 19,3% dos falecimentos. O controle dos fatores de risco cardiovascular e o acompanhamento na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS) são fundamentais para reverter esse quadro.

No grupo das neoplasias, o câncer de próstata e o de pulmão destacam-se como os maiores causadores de mortes masculinas devido à negligência com exames periódicos. A recomendação para o rastreamento da próstata abrange homens a partir dos 45 anos com histórico familiar e aos 50 anos para o público sem antecedentes. Os métodos principais consistem no exame de sangue PSA e no toque retal. Quanto ao câncer de pulmão, o tabagismo é o principal vetor, tendo provocado 678 mortes neste ano.

Continuidade das ações para as mulheres O rastreamento estruturado do câncer do colo do útero continua ativo por meio da distribuição gradual de mais de 300 mil testes de DNA-HPV até o final do ano, com meta de atendimento em 256 municípios paranaenses até 2026. Até o momento, 29.100 kits já foram entregues para utilização em 46 cidades, substituindo gradualmente a citologia convencional (Papanicolau).

“Estamos passando por um momento histórico de mudança do tipo de teste e que vai ajudar a melhorar a identificação do câncer de colo de útero. Esse momento é o que vai impulsionar ainda mais os esforços para que possamos alcançar a meta de erradicar essa doença até o ano de 2030”, afirmou Maria Goretti.

Com uma sensibilidade de 60% a 70% superior na detecção de lesões precursoras, o teste molecular de DNA-HPV otimiza o diagnóstico precoce e a redução da mortalidade. O exame pelo SUS é voltado preferencialmente para mulheres de 50 a 74 anos a cada dois anos, mas também contempla faixas etárias dos 40 aos 49 anos e acima de 74 anos mediante orientação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A iniciativa itinerante da Carreta Saúde da Mulher segue prestando atendimento especializado e já ultrapassou 35,7 mil procedimentos em mais de 10,6 mil mulheres até outubro. Paralelamente, a vacinação contra o HPV para jovens de 9 a 19 anos permanece como a principal estratégia preventiva contra o câncer do colo do útero e outras complicações associadas, sendo indicada para ambos os sexos.

Por Redação Max Notiia

Créditos das imagens: Divulgação / Sesa-PR

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