Transporte coletivo em Foz terá subsídio de R$ 44,8 milhões
O prefeito Joaquim Silva e Luna (PL) terá mais R$ 12,392 milhões para subsidiar o custo do transporte coletivo de Foz do Iguaçu. A Câmara de Vereadores aprovou o crédito adicional, elevando o montante de R$ 32,427 milhões previsto no orçamento deste ano para o total que poderá chegar a R$ 44,819 milhões em 2026.
Origem dos recursos remanejados O valor adicional de R$ 12,3 milhões será retirado das seguintes áreas e pastas (*):
assistência social: R$ 3,1 milhões; equipamentos do Foztrans: R$ 2 milhões; tecnologia e inovação: R$ 1,5 milhão; transporte e mobilidade: R$ 1,272 milhão; desenvolvimento econômico: R$ 750 mil; mulher: R$ 700 mil; meio ambiente: R$ 700 mil; turismo: R$ 670 mil; segurança pública: R$ 560 mil; controladoria: R$ 400 mil; finanças e orçamento: R$ 250 mil; planejamento e urbanismo: R$ 250 mil; gabinete: R$ 140 mil; obras: R$ 100 mil.
Justificativa oficial e operação A prefeitura argumenta que a suplementação é para cobrir a diferença entre a arrecadação tarifária e as despesas operacionais do sistema, administrado pelo Instituto de Transportes e Trânsito (Foztrans). O serviço é realizado pela Viação Santa Clara, mediante o pagamento de quilômetro rodado.
A gestão de Silva e Luna justifica que a tarifa paga pelos passageiros não é suficiente para custear integralmente o serviço e que há elevado custo das gratuidades. Já estudo do Observatório Social em Foz do Iguaçu mostra que o município não consegue atrair novos passageiros pagantes, e o custo cresce em ritmo superior ao número de usuários, ampliando a pressão sobre os cofres públicos.
Para obter a aprovação da Câmara para o acréscimo de R$ 12 milhões à conta, a governança aponta entre os fatores que recaem sobre o custo: reajustes contratuais, atualização de salários e benefícios, oscilação no preço do diesel e manutenção das gratuidades.
Votação no Legislativo e impasses No Legislativo, a aprovação da majoração do valor subsidiado do transporte coletivo foi fácil, com placar de 10 a 3. Foram favoráveis ao adicional de R$ 12 milhões os vereadores: Beni Rodrigues (PP), Bosco Foz (PL), Cabo Cassol (PL), Dr. Ranieri Marchioro (Podemos), Evandro Ferreira (PSD), Maninho (PSDB), Professora Marcia Bachixte (MDB) e Sidnei Prestes (Podemos). Votaram contra o aumento do valor: Adnan El Sayed (PSD), Anice Gazzaoui (PP) e Valentina (PT). Yasmin Hachem (PT), em viagem, não participou da sessão.
A principal crítica às transferências do erário para manter os ônibus rodando é a de que elas não são acompanhadas de melhorias efetivas da qualidade do serviço prestado à população. Sem tal qualificação, não aumenta o número de passageiros pagantes, e a conta do déficit entre a arrecadação e o valor necessário para cobrir a operação recai aos cofres públicos. É o subsídio.
Enquanto isso, o lançamento da concorrência para selecionar a nova empresa prestadora do serviço de ônibus aos iguaçuenses, por período maior e a partir de nova modelagem, patina. A licitação era para sair em setembro, mas foi adiada pela prefeitura.
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