Tornado em Maringá é classificado como F2 pelo Simepar

Tornado em Maringá é classificado como F2 pelo Simepar

Especialistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmaram oficialmente que um tornado atingiu o município de Maringá, localizado na região Norte paranaense. O evento climático severo foi categorizado como F2 na Escala Fujita, refletindo a intensidade dos estragos provocados pelas fortes rajadas de vento que assolaram a cidade.

O impacto da tempestade Entre a noite de domingo (1º) e a segunda-feira (2), a força dos ventos derrubou mais de 300 árvores conforme dados da administração municipal. Além disso, comércios e residências sofreram destelhamentos, enquanto barracões industriais vieram abaixo. Até a manhã de quarta-feira (4), a Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que 35 mil imóveis seguiam sem fornecimento de energia elétrica.

Investigação dos estragos Para determinar a magnitude do evento, equipes de meteorologia contaram com o apoio de voos de helicóptero realizados pelo Corpo de Bombeiros, permitindo o registro aéreo dos danos na região afetada.

“Foram feitas análises aéreas e também terrestres. As análises identificaram rastro de aproximadamente 15 km em linha reta. Esses rastros […] confirmam a passagem de tornado sobre o município de Maringá”, disse o meteorologista Reinaldo Kneib.

Entendendo a Escala Fujita A avaliação de um tornado é realizada com base na severidade dos estragos deixados em solo, utilizando a Escala Fujita tradicional, já que a versão aprimorada não é empregada oficialmente no país. Na classificação adotada, a categoria F2 indica ventos que variam de 180 km/h a 253 km/h, capazes de arremessar objetos pesados e causar destruição significativa.

Balanço dos danos Novos levantamentos divulgados pela Copel apontam que 219 postes foram totalmente destruídos durante a passagem do fenômeno extremo. Paralelamente, a prefeitura registrou cerca de 900 ocorrências relacionadas à queda de vegetação e atendeu aproximadamente 600 cidadãos que precisaram de lonas para cobrir suas residências.

Áreas industriais e força-tarefa No bairro Parque das Indústrias, empresas e galpões sofreram danos severos, incluindo desabamentos de telhados, paredes destruídas e estruturas metálicas completamente retorcidas. Para acelerar o processo de recuperação urbana, 57 detentos do sistema penal foram mobilizados para auxiliar na limpeza das ruas.

Por Redação Max Notiia

Créditos das imagens: RPC / Alex Magosso/RPC

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