TSE suspende campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo PR Tribunal Superior Eleitoral suspende campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná. Leia os detalhes da decisão e os próximos passos do caso. A Justiça Eleitoral determinou a suspensão imediata de todos os atos de campanha, propagandas em rádio e televisão e o repasse de verbas públicas para a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo estado do Paraná. Os impactos da liminar do TSE Publicada no último final de semana, a medida cautelar assinada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques proíbe o uso de recursos financeiros oriundos tanto do Fundo Partidário quanto do Fundo Eleitoral, inclusive valores que já tenham sido depositados anteriormente. A determinação judicial permanece em vigor até que o plenário do tribunal emita um veredito definitivo sobre a inelegibilidade do político. O relator justificou a urgência da medida apontando que a continuidade da campanha poderia gerar prejuízos irreversíveis e riscos severos à integridade do pleito. Riscos ao processo eleitoral Entre os principais pontos destacados pelo magistrado estão a utilização indevida de dinheiro público para sustentar uma candidatura considerada juridicamente inviável e a possibilidade de confusão no entendimento dos eleitores durante os debates e inserções publicitárias. Outro fator de grande preocupação levantado foi a potencial desestabilização institucional. Caso um candidato com registro contestado vença a disputa e seja posteriormente anulado pela justiça, novas eleições precisariam ser convocadas no estado. Origem da contestação jurídica A ação que resultou na suspensão foi protocolada em conjunto pela coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, após o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) ter validado o registro do candidato para a disputa. A defesa de Deltan Dallagnol declarou que irá recorrer da determinação e criticou o fato de a medida ter saído antes do acesso integral aos autos do processo. O histórico da condenação de 2023 A discussão sobre a elegibilidade de Dallagnol teve início no ano passado, quando o tribunal cassou o seu registro e o mandato de deputado federal. Na ocasião, o entendimento foi o de que ele cometeu fraude à Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do Ministério Público Federal antes de sofrer punições internas que o tornariam inelegível. Por Redação Acontece Foto: Vitória Smarci/RPC e Giuliano Gomes/PR Press
