Cristina Graeml (PSD), candidata ao Senado pelo Paraná, declarou durante sabatina jornalística que pretende trabalhar pelo encerramento do Fundo Eleitoral caso vença a disputa eleitoral. A política defendeu a liberação de contribuições financeiras feitas por eleitores e pelo setor empresarial.
Entrevista e posicionamento sobre recursos públicos O questionamento surgiu após a revelação de que a campanha atual recebeu R$ 3,5 milhões em verbas públicas. Anteriormente, na corrida pela Prefeitura de Curitiba em 2024, a candidata havia se posicionado contra a utilização desse tipo de recurso.
Justificativa para o uso do fundo A postulante ao cargo legislativo argumentou que precisa se deslocar pelo estado e que as normas vigentes exigem a utilização da verba pública atual. Segundo ela, a estratégia envolve jogar sob as regras vigentes para conseguir a vitória e propor alterações legislativas posteriormente, pedindo o apoio da população para extinguir o financiamento público de campanhas.
Temas polêmicos e diretrizes políticas Durante a sabatina de 30 minutos, que encerrou a série com os principais nomes ao Senado, a candidata abordou diversos tópicos cruciais para o cenário político atual.
Trocas partidárias e alianças recentes Questionada sobre ter mudado de legenda quatro vezes em pouco mais de um ano, passando por PMB, Podemos, União Brasil e PSD, a candidata garantiu que seus princípios continuam inalterados e que as transições foram exigências da dinâmica político-partidária. Sobre as críticas anteriores ao PSD durante a eleição municipal contra o grupo do governador Ratinho Junior — com quem agora faz aliança —, ela afirmou que o contexto se transformou e que mantém sua coerência.
Propostas econômicas e sociais A respeito da discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1, aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a candidata ponderou que a prioridade deve ser a diminuição de impostos sobre a folha salarial. Ela alertou que micro e pequenos empresários podem enfrentar dificuldades financeiras com novas contratações antes que o mercado esteja preparado.
Visão sobre o Judiciário e o meio ambiente No que tange ao Supremo Tribunal Federal, a postulante reiterou apoio ao impeachment de ministros, apontando o que chamou de estado de exceção e falhas de fiscalização por parte dos senadores. Sobre eventos climáticos extremos, defendeu a melhoria de tecnologias de alerta, habitações mais seguras e o fortalecimento de órgãos de proteção civil, descartando a criação imediata de novas leis ambientais.
Demandas das mulheres e atuação parlamentar Por fim, destacou a importância de ampliar a rede de creches para apoiar mães trabalhadoras e fortalecer o combate à violência feminina. Ela também reafirmou críticas aos atuais representantes do estado no Senado, apontando omissão em votações polêmicas da Suprema Corte.
Por Redação Acontece
Manuella Mariani/RPC

