Estudantes do Paraná conquistam ouro inédito na Jornada de Foguetes
A 95ª edição da Olimpíada Brasileira de Foguetes marcou a história da rede estadual de ensino com um feito inédito para o estado.
Ouro inédito em Curitiba Alunos do Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes, localizado em Curitiba, alcançaram o topo do pódio nacional ao lado de duas medalhas de prata. A disputa reuniu 414 instituições convidadas de todo o país entre os dias 19 e 22 de outubro, no interior do Rio de Janeiro.
O secretário de Estado da Educação do Paraná, Roni Miranda, celebrou o resultado expressivo obtido pelos jovens. “Essa medalha de ouro inédita comprova que a escola pública do Paraná entrega protagonismo, rigor acadêmico e oportunidades reais aos nossos jovens. Quando a Matemática e a Física saem do quadro e viram engenharia prática nas mãos dos alunos, despertamos vocações e mostramos que não há limites para a capacidade da nossa rede estadual”, ressaltou.
Engenharia prática e dedicação Composta por nove estudantes do Ensino Fundamental, a equipe vitoriosa utilizou modelos movidos a água e ar comprimido. Os lançamentos foram realizados em bases inclinadas a 45 graus, registrando marcas de 220 e 226 metros para a prata, e o recorde de 236 metros que garantiu a primeira colocação.
O projeto contou com a orientação das professoras Dahiane Silva e Amanda Hackbarth, além do suporte pedagógico de Izabel Cristina Calzado Trindade. Os próprios alunos desenvolveram toda a estrutura, desde a aerodinâmica das garrafas PET até o cálculo de pressão e vedação dos tubos de PVC.
O estudante Lukas Baldão, de 12 anos, destacou o aprendizado obtido durante todo o processo de construção e testes dos protótipos. “O foguete é uma trajetória, ou seja, no início você não sabe de quase nada, no meio você já está elevando o seu conhecimento e o final abre muitas portas para o seu futuro”, explica. “Querendo ou não, todo mundo erra, tenta consertar e uma hora ou outra vai conseguir acertar”.
Histórico de conquistas e regras da OBAFOG A professora Amanda pontuou que o impacto da vivência científica vai muito além dos troféus conquistados no evento. “Eles voltam para casa cheios de ideias, querendo melhorar os foguetes e já pensando no que podem fazer diferente nos próximos anos. Eles não querem apenas ganhar uma medalha, querem superar os próprios resultados e descobrir até onde conseguem chegar”, conta. Ela acrescentou ainda: “Estamos construindo oportunidades, despertando sonhos e mostrando para essas crianças que elas também podem ocupar esses espaços, fazer ciência e ir muito longe. A medalha de ouro é motivo de muito orgulho, mas ver tudo o que eles aprendem e a transformação que essa experiência proporciona é o que mais me emociona”.
No início de agosto, outro grupo do mesmo colégio, formado por sete alunos do Ensino Médio, já havia faturado duas pratas e um bronze na 88ª edição da jornada, utilizando propulsão de bicarbonato de sódio e vinagre para alcançar mais de 215 metros de altura.
A OBAFOG premia os participantes conforme faixas de distância alcançada no lançamento horizontal, dividindo-se entre menção honrosa para marcas de até 100 metros, prata para distâncias até 230 metros e ouro para resultados superiores a 230 metros, além de promover oficinas e contato com propulsões sólidas e paraquedas.
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