Suspeitos de torturar jovem que caiu do 14º andar no PR são soltos após laudo descartar participação direta na queda

Suspeitos de tortura em Londrina são soltos após laudo

Brasil

A Justiça determinou a soltura de quatro homens investigados pela morte de Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, ocorrida em Londrina, no norte do Paraná. Os suspeitos deixaram o cárcere no último domingo (6), após cumprirem 24 dias de prisão preventiva.

Laudo pericial altera rumo do caso A reviravolta no processo aconteceu após a entrega de um laudo da Polícia Científica à Polícia Civil. A perícia concluiu que a vítima não foi arremessada do 14º andar do prédio, mas acabou sofrendo a queda fatal enquanto tentava escapar do cativeiro e das agressões que sofria.

Com a nova evidência técnica, os investigados passaram a responder ao processo em liberdade provisória, sob o cumprimento de medidas cautelares. O trio deve utilizar tornozeleira eletrônica, enquanto todos estão proibidos de deixar o município ou manter qualquer tipo de contato com as testemunhas do caso.

Dinâmica da queda e investigações De acordo com o delegado Roberto Fernandes, a tragédia aconteceu no dia 14 de agosto. Alexandre tentou descer para a sacada do apartamento inferior utilizando os pés para romper a rede de proteção, mas perdeu o equilíbrio e despencou. O depoimento de um morador do andar de baixo corroborou a dinâmica apontada pela perícia criminal.

A defesa dos suspeitos, representada pelos advogados Arthur Travaglia e Claudia Piccin, sustentou que a conclusão dos laudos de necropsia e de local de morte eliminou os elementos que justificavam a prisão preventiva. Os defensores destacaram que o tribunal avaliou positivamente as condições pessoais dos investigados.

Histórico de violência e cativeiro O inquérito policial aponta que o crime teve início quando o jovem foi acusado de furtar uma câmera fotográfica avaliada em R$ 12 mil. Mantido amarrado com extensões elétricas em um dos cômodos, ele sofreu agressões físicas e foi obrigado a ingerir medicamentos controlados durante cerca de quatro horas de terror.

Embora o caso tenha sido tratado inicialmente como suspeita de suicídio, a posição da chave pelo lado de fora da porta e relatos de testemunhas revelaram o cárcere privado. Enquanto a polícia ainda aguarda o resultado de laudos toxicológicos complementares, os suspeitos responderão inicialmente pelo crime de tortura, cuja tipificação e pena final ainda serão avaliadas pelo Ministério Público.

Por Redação Acontece

Créditos das imagens: Reprodução / Redes Sociais

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