Fábrica de insumos veterinários do Tecpar entra na reta final

Fábrica de insumos veterinários do Tecpar entra na reta final

O projeto de implantação do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV) do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), situado em Curitiba, atingiu 88% de sua estrutura concluída e entrou na reta final de execução, com inauguração prevista para o final deste ano para abastecer o mercado veterinário nacional com produtos voltados ao diagnóstico de brucelose, tuberculose e leucose bovina.

Investimentos estratégicos e recursos estaduais

Para a execução de 22 projetos voltados à saúde e à inovação em 2026, o Governo do Paraná destinou R$ 151 milhões ao Tecpar, sendo que o maior percentual, equivalente a 40% do total ou R$ 58,9 milhões, foi direcionado especificamente para a construção do CIV e a aquisição de equipamentos, através de verbas provenientes do Fundo Paraná, gerido pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, destacou a relevância da iniciativa para o estado e para o país. “Devido a sua importância para o fortalecimento da saúde animal, a construção dessa nova planta produtiva recebeu o investimento mais relevante do Fundo Paraná. Esse é um projeto estratégico, que vai beneficiar todo o país, abastecendo o mercado veterinário com insumos essenciais, e fortalecendo o Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose Tuberculose”, afirma Marafon.

Estrutura e capacidade produtiva do CIV

Situada no câmpus CIC do Tecpar na capital paranaense, a unidade possui uma área total de 3 mil metros quadrados e capacidade projetada para fabricar 40 milhões de doses de insumos anualmente, contando com classificação de Nível de Biossegurança 3 (NB-3), infraestrutura moderna, alta capacidade técnica e rigorosos protocolos de contenção e proteção biológica.

Giselle Almeida Nocera Espírito Santo, gerente do CIV, detalhou os próximos passos operacionais. “A expectativa é que a produção dos lotes-piloto e o registro dos produtos aconteça no segundo semestre de 2027. Esta etapa incluirá a produção e a validação dos lotes iniciais de antígeno acidificado tamponado e de tuberculina bovina e aviária, utilizados no diagnóstico da brucelose e da tuberculose bovina”, explica ela, destacando que a fase atual envolve concluir instalações, comissionamento, aquisição de insumos e treinamentos. O fornecimento regular ao mercado nacional ocorrerá somente após os registros e a conclusão das etapas regulatórias.

Pesquisas científicas e redução de importações

Paralelamente às obras, o instituto desenvolve estudos financiados pelo Fundo Paraná para atender à demanda nacional, incluindo uma pesquisa com investimento de R$ 5,6 milhões em equipamentos voltada ao cultivo de cepas da bactéria Brucella spp. em plataforma de escalonamento produtivo, visando combater o cenário em que mais de 70% dos antígenos para diagnóstico da brucelose bovina são atualmente importados.

Um segundo estudo, realizado com aporte de R$ 400 mil em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), foca no desenvolvimento, validação e registro de um teste nacional para diagnóstico de leucose enzoótica bovina (LEB), permitindo que o Tecpar passe a produzir e comercializar kits do método Elisa (Ensaio de Imunoabsorção Enzimática).

Com o avanço das obras e o desenvolvimento de novas tecnologias laboratoriais, o instituto consolida seu papel estratégico no desenvolvimento científico e na autossuficiência do setor agropecuário brasileiro.

Por Redação Max Notiia
Foto: Divulgação/Tecpar

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