Paraná investe R$ 2,8 bilhões em inovação e ciência
O Governo do Estado aplicou a marca recorde de R$ 2,8 bilhões por meio do Fundo Paraná entre 2019 e 2026, conforme balanço apresentado nesta terça-feira (27) no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Os dados operacionais foram revelados durante a 36ª Reunião do Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia (CCT Paraná), evento que congregou líderes empresariais, acadêmicos e autoridades governamentais para evidenciar o ciclo histórico de fomento à infraestrutura científica e à pesquisa no estado.
Posição de destaque no cenário nacional
Com esse volume expressivo de recursos direcionados a programas e projetos de ciência, tecnologia e inovação, o Paraná conquistou a segunda colocação entre os estados brasileiros que mais investem em pesquisa e desenvolvimento, de acordo com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O montante representa 0,34% do Produto Interno Bruto (PIB) paranaense, viabilizado pela dotação constitucional que garante 2% da receita tributária estadual para o setor.
“Os resultados que apresentamos hoje mostram que o Paraná trata a ciência como prioridade e como instrumento de transformação. Investir em pesquisa e inovação é investir no desenvolvimento socioeconômico, na geração de emprego e renda e na melhoria da qualidade de vida da população. Seguimos firmes no compromisso de colocar a ciência a serviço da sociedade, consolidando o Paraná como referência nacional”, afirmou o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona.
Destino dos recursos e novas iniciativas
O capital injetado viabilizou a criação e a manutenção de pesquisas aplicadas, laboratórios, parques tecnológicos e aquisição de equipamentos científicos. Entre os destaques estão o Planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais (R$ 48,2 milhões); o Laboratório Especializado em Análises de Biogás e Biometano, em Foz do Iguaçu (R$ 14,9 milhões); e o Centro de Inovação e Tecnologia Terra dos Pinheirais, em Irati (R$ 60,5 milhões).
Além disso, o colegiado do CCT Paraná aprovou a criação ou o ingresso do Estado em um fundo de investimento em participações (FIP), unindo aportes públicos e privados para amparar empresas de base científica ou tecnológica em estágios avançados. “O Paraná vive um ciclo virtuoso de investimentos em ciência e tecnologia, com resultados que colocam o Estado em posição de destaque nacional. Esse avanço nos permite ampliar os instrumentos de apoio à inovação e pensar em novas formas de fomentar o desenvolvimento científico, sempre com transparência e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos”, salientou o coordenador da Unidade Executiva do Fundo Paraná (UEF), Michel Jorge Samaha.
Instituições envolvidas e governança
A gestão e a operacionalização de todo esse ecossistema envolvem diversas pastas e órgãos estratégicos, como a Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), a Fundação Araucária, o Tecpar, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Durante o encontro do conselho, também foram aprovados o novo Regimento Interno do colegiado e atualizações no regulamento da UEF, reunindo secretários de Estado, reitores e dirigentes de instituições públicas superiores.
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