Sanepar limpa Rio Toledo com bactérias e atinge 82% de eficácia
Uma nova iniciativa desenvolvida pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) no Oeste do estado alcançou um índice de 82% de eficiência na despoluição de um trecho de sete quilômetros do Rio Toledo, utilizando apenas micro-organismos que já habitam o próprio ecossistema aquático, sem recorrer a agentes químicos.
Funcionamento da tecnologia biológica O projeto, iniciado em setembro de 2025, emprega estruturas feitas de material biológico instaladas no leito do rio que servem de abrigo para as bactérias benéficas. Esses organismos se multiplicam no local e consomem os resíduos orgânicos responsáveis pela poluição, acelerando a capacidade de recuperação natural do manancial e reduzindo a contaminação.
“Em vez de utilizar produtos químicos ou introduzir micro-organismos de fora do ambiente, o sistema estimula a atividade dos organismos que já vivem no ecossistema aquático, favorecendo a decomposição da matéria orgânica e a redução da contaminação microbiológica”, explica Ester Amélia Assis Mendes, gerente de Recursos Hídricos da Sanepar.
Resultados e monitoramento constante A passagem da água pelas placas instaladas no fundo do rio também promove a diminuição de impurezas, a neutralização de bactérias patogênicas e a aglutinação de partículas sólidas, fazendo com que a sujeira decante com maior rapidez. A eficácia foi comprovada por meio de avaliações regulares realizadas em cinco pontos distintos do corpo d’água.
“O diferencial é aproveitar a capacidade natural de recuperação do próprio rio, intensificando processos que já ocorrem no ambiente”, explica Ester.
Impacto estratégico no abastecimento Crucial para o fornecimento de água do município, o Rio Toledo cruza zonas agrícolas e urbanas vulneráveis ao descarte irregular de esgoto e à drenagem pluvial, tornando a melhoria da qualidade da água um fator determinante para aliviar a carga de poluentes no sistema.
Contudo, o gerente operacional da Sanepar na região, Donizete Obara, destaca que o método serve como suporte e não dispensa os processos tradicionais: “Não é um substituto para o tratamento convencional da água feito pela Sanepar. A tecnologia atua em pontos anteriores à captação, contribuindo para melhorar as condições do manancial, que ainda passará por todo tratamento até chegar ao consumidor”.
Por fim, o gerente reforça que a conservação dos recursos hídricos exige a participação ativa da população local. “É dever de todos cuidar da saúde e da qualidade dos rios realizando as ligações corretas de esgoto, destinando corretamente o lixo e preservando a vegetação para evitar o assoreamento dos rios”, ressalta.
Por Redação Max Notiia
Foto: Divulgação / Sanepar
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